Amamentação: 4 alimentos ajudam na saúde da mãe e do bebê

O aleitamento materno é a melhor opção para a família e, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), deve ser a fonte exclusiva de alimentação dos bebês até os seis meses. Mas é claro que quando o leite não vem, existem alternativas. Um dos fatores decisivos para que a amamentação seja bem-sucedida é a pega correta do bebê, que sugará o leite adequadamente e, assim, estimulará a produção. No entanto, a alimentação, assim como o bem-estar geral e emocional da lactante, também são fatores importantes para que ela tenha leite.

Mas, ao contrário do que afirmam umas crendices, não existem evidências científicas de que certos alimentos (como a cerveja preta) aumentem a produção de leite. Aqui a regra é ter uma nutrição balanceada e saudável, se manter hidratada e aumentar a ingestão calórica diária em no máximo 500 calorias –já que, durante o período da amamentação, a mulher naturalmente sentirá mais fome.

Coloque no prato:

Sucos naturais e água

O leite materno é composto por cerca de 85% de água, então é importante que a mãe esteja hidratada. Se ela desidratar, existe a chance de diminuir a produção. Além disso, muitas mães naturalmente sentirão sede durante o próprio ato de amamentar. É um sinal do corpo de que ele está precisando de líquido. Sucos naturais são uma opção diferente para a lactante se manter hidratada, mas não é que alguma fruta específica vá ajudar na produção do leite. Chás sem cafeína também são uma boa fonte de líquido.

Sopa de legumes

O mais importante, na dieta da lactante, é que ela tenha uma dieta balanceada, com alimentos de todos os grupos alimentares. E os alimentos líquidos são uma maneira de os nutrientes consumidos serem rapidamente transformados em leite materno. Além disso, as sopas são opções nutritivas e, normalmente, de baixa caloria. Sem contar que o preparo é fácil, o que também facilita a vida das mães que precisam cuidar do bebê e da casa

Ovo

Uma pesquisa publicada no Journal of Experimental Medicine em 2017 indica que a dieta da mãe pode proteger, por meio da amamentação, os recém-nascidos contra alergias alimentares. Em ratos, o leite de mães expostas à proteína do ovo deu proteção contra a alergia ao ovo.

Amendoim

Esta é um alimento que com frequência provoca reações alérgicas nas crianças. O mesmo estudo acima citado também apontou que consumi-lo pode prevenir que o filho venha a desenvolver intolerância. Comer uma variedade de alimentos nutritivos durante a gravidez e amamentação não promoverá alergias alimentares em bebês em desenvolvimento e, inclusive, pode protegê-los de alergia alimentar.

Melhor evitar:

Bebidas alcoólicas

É recomendado que as mulheres que estão amamentando se abstenham de beber álcool, já que o álcool tem a capacidade de entrar no leite humano e o corpo do bebê não está apto a metabolizar a substância, mesmo que em pequena quantidade. Além disso, o álcool também desidrata a mãe. Ou seja, diminui a quantidade de leite. Se quiser tomar alguma coisa, pode ser uma dose bem pequena e dê um intervalo de, no mínimo, duas a três horas para dar de mamar novamente. Outra dica é retirar o leite (e fazer depósito corretamente) antes de ingerir álcool.

Café

A cafeína também passa pelo leite materno e pode estimular o bebê, deixando-o mais excitado e sem sono. A recomendação é: se for tomar café preto, beba no máximo de duas a três xícaras ao dia. O mesmo vale para outras bebidas que possuem cafeína na composição, como chá-preto, chá-verde e refrigerantes à base de cola ou guaraná.

Fast-food

A amamentação reduz a chance de crianças desenvolverem asma. Mas um estudo conduzido pela Universidade de Alberta (Canadá) e publicado em 2009 mostrou que comer fast-food mais de uma vez ou duas vezes por semana anula os efeitos benéficos que a amamentação tem na proteção das crianças contra a doença respiratória. Além disso, durante a fase da amamentação, qualquer interferência de alimentos considerados pobres nutricionalmente pode gerar problemas metabólicos para o bebê, como questões de obesidade ou colesterol.

FONTE: UOL

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